quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Como disse?

O Estado da Sérvia foi inocentado, pelo Tribunal Internacional de Justiça da ONU, do crime de genocídio de cerca de 8.000 muçulmanos, em Sbrenica, na Bósnia.
Não querendo traçar paralelismos, a priori contestáveis e até descabidos, porque em dimensões completamente diversas, em termos do (não) funcionamento da Justiça, tema recorrente em Portugal, creio que há sempre aquela noção remota de que a Justiça acaba por ser feita e que os algozes serão exemplarmente punidos pelos seus crimes.
Porém, neste caso concreto, o Tribunal da ONU deliberou pela não punição da Sérvia aquando do genocídio perpetrado na Bósnia em 1995. Os líderes deste massacre em Sbrenica, Radovan Karadzic e o comandante militar Ratko Mladic, continuam a monte.
E longínqua continua também a crença num ideal consistente de justiça. Já não sei de quem é a autoria da seguinte citação: "Um morto é uma tragédia, um milhão de mortos uma estatística", que encerra uma clarividência aterradora, mas, lamentavelmente, muito real.
Imagem retirada daqui

2 comentários:

ruben disse...

Dizem que a justiça é cega... Deve ser por isso que ela comete tantos erros.

No entanto, existem ainda algumas ocasiões em que o crime acaba por não compensar. Na madrugada de ontem, por exemplo, dois imigrantes romenos decidiram percorrer a localidade de Algoz ameaçando pessoas e assaltando lojas. A brincadeira até parecia correr bem, não fosse o barulho acordar um grupo de populares com muita vontade de dormir. O resto da história resume-se em poucas palavras ou, inversamente, em muitos socos e pontapés: os dois romenos levaram um tareão tão grande que agradeceram a Deus quando a polícia finalmente chegou e os levou para a esquadra. Foi uma verdadeira demonstração de amor ao "wrestler português", um hino ao falecido Tarzan Taborda e restante companhia.
Para terminar este conto de fadas, faltava só mesmo dizer que, depois das ligaduras e dos pontos na cabeça, os suspeitos foram restituídos à liberdade porque não tinham sido apanhados em flagrante por nenhum agente policial. Toda a gente de Algoz viu, mas faltavam os olhos de um polícia, mesmo que sofresse de grave miopia. Conclusão: a justiça só pode mesmo ser cega.

~*Vica*~ disse...

Guria, andas escrevendo umas coisas muito sérias por aqui. Mas gosto disso. Beijos.

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