quinta-feira, maio 22, 2008

A meio gás


É certo que as especulações valem o que valem, mas por vezes valem muito e o preço a pagar por elas é demasiado elevado. Entremos então no reino das especulações. Se no país de "nuestros hermanos" o preço dos combustíveis aumentasse pela (pasme-se!) vigésima vez consecutiva, já teria havido uma revolução ou, na pior das hipóteses, uma forte paralisação da sociedade civil em prol da redução dos preços indecentemente elevados dos combustíveis.
Não sou propriamente perita nesta matéria, mas, pela lógica, e ainda que a escalada do preço do barril do petróleo seja uma realidade, a desvalorização do dólar face ao euro também o é, daí que esta subida atroz dos combustíveis encerre em si muita especulação e uma arbitrariedade inadmissível, à qual nem o próprio governo parece fazer face.
Ora, a atitude normal da sociedade civil seria a de manifestação, em peso, e de reacção perante o poder arbitrário destas empresas que dominam o país por completo.
O aumento dos combustíveis - e não é preciso ser um Nobel da Economia para percebê-lo - faz sentir os seus efeitos devastadores sobre todos os domínios: alimentação, transportes, e por daí em diante.
Parece que, de repente, nos transformámos numa espécie de Roménia ou de Argentina, completamente sujeitos à arbitrariedade e a critérios ambíguos e altamente penalizantes para os cidadãos.
Estamos a meio do ano e os combustíveis já aumentaram 20 vezes! Porque não se passa da palavra à acção? Andam a circular e-mails e sms apelando à mobilização da sociedade e à luta pela redução do preço dos combustíveis, mas parecem não surtir qualquer efeito, nem tão pouco se traduzem na prática. Basta de um país a meio gás!
E que melhor protesto do que deixar o carro na garagem e passar a ir de bicicleta para o trabalho? O planeta agradece! E o Al Gore também!:)

5 comentários:

Dalaiama disse...

Sobre o constante aumento do preço dos combustíveis apetece escrever tanto que é melhor um grande esforço de contenção...
Fico-me pelo breve comentário de revolta contra a palavra mercado, elevada a um pedestal pelo capitalismo, porque estou convencido de que o grande responsável pela especulação é o mercado globalizado (leia-se capitalista). Tudo é lucro, tudo é monetarizado, afectos, solidariedades, direitos humanos, ganâncias...
A palavra de ordem do capitalismo global é competição (na minha opinião ficava melhor se fosse cooperação). O objectivo é sacar o máximo aos outros no menor tempo possível. Como as sociedades globalizadas funcionam ao nível micro assim funcionam macro-economicamente. O egoísmo em primeiro lugar.
Por outro lado, se este momento histórico na caminhada da humanidade nos fizer mudar, pois que seja para melhor. Pode ser que ao constatarmos a necessidade cada vez mais incontornável de sermos solidários com o planeta nos tornemos igualmente mais solidários uns com os outros. (Afinal, do ponto de vista ecológico, nós também somos planeta.)
A ver vamos como reage o macaco humano...
E sim, concordo que é uma boa oportunidade para pedaladas, caminhadas e soluções de transporte mais ecológicos!
;-)
Um abraço

Dalaiama disse...

(Ups! :-S Mesmo deixando coisas por dizer, desculpa não ter sido tão breve como tencionava...)
:-]

ツ xinohkitah ツ disse...

Miga, ai ai que estes dias sem ti não são nada... o que vale é que já so tenho que ficar amanhã sem ti :) senão a "gaja" dava em doida...até sdds da tua bike ja deves ter...hihi!

Bjinho, muitos... terça feira há jantarada em minha casa, k fixe!

Rita Nery disse...

Bem falando do verdadeiro tema...
A tua bike é simplesmente linda!!!!!!!!Até a chover apetece andar com ela:) Parece saída de um filme tipo Amelie, possui um romântismo que esconde a possibilidade de ser uma ferramenta para desporto...a beleza engana-nos e faz-nos pedalar:)

Adoro-te miga:)

Beijas mil

Ana M Abrantes disse...

Pois, por aqui os preços também estão a aumentar e é vê-los aflitos com 4$ o galão (metade do preço aí). É certo que as distâncias aqui são muito maiores, e também é verdade que este aumento implica muita coisa: os alimentos estão mais caros, as viagens de avião também. Ainda assim, é difícil encontrar produtos aqui que não sejam made in China...
Mas as diferenças positivas começam a ver-se. O discurso da reciclagem, dos produtos orgânicos, da responsabilidade ambiental, popular em Portugal desde há meia dúzia de anos e na Alemanha desde os anos 70, está in. No autocarro, já não sou a única branca, no supermercado já ninguém me olha de lado por levar o meu saco de pano, e no capus já há mais do que 10 bicicletas. O jornal do outro dia dizia que a obesidade infantil estagnou pela primeira vez em anos seguidos de aumento. Será coincidência. Mas se não for, está na altura de nos alegrarmos com a subida do crude.
Beijinhos!
Ana M.

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