domingo, outubro 26, 2008

Nobel da Literatura 08


Este ano o Prémio Nobel da Literatura foi atribuído a um autor francês: Jean-Marie Gustave Le Clezio. Já estão traduzidas para Português as seguintes obras: O Deserto (considerada a sua obra-prima pela crítica literária), O Processo de Adão Pollo, O Caçador de Tesouros, Estrela Errante, Diego e Frida e Índio Branco. Inevitavelmente, a atribuição do Nobel aguça a curiosidade em relação às obras dos autores premiados. Confesso que desconhecia, por completo, este escritor, mas será, sem dúvida, (mais) uma obra a desbravar.
(todos os anos, porém, anseio que o prémio maior da Literatura seja finalmente! atribuído a Kundera...mas ainda não foi desta!...)

quelq'un m'a dit...

les petits plaisirs


Adoro reencontrar amigos de longa data e as recordações que pontuam todas as conversas, numa doce inevitabilidade. Adoro saber que nada muda, apenas os contornos das vidas, mas que a essência das coisas se perpetua. Adoro estas manhãs solarengas em que posso ter todo o tempo do mundo ao meu dispor, em que percorro os escaparates das livrarias e, irreversivelmente, acabo por comprar mais um livro, delirando com a antecipação do prazer que daí advirá. Parece, todavia, que só ao fim-de-semana podemos fruir daqueles pequenos grandes prazeres que preenchem a existência e lhe conferem tonalidades (sempre) surpreendentes...

segunda-feira, outubro 13, 2008

ironias do destino


Creio que esta imagem, pela irresistível ironia que encerra, revela bem o tremendo paradoxo em que vivem os EUA, no quadro da actual crise financeira que estende os seus poderosos tentáculos ao mundo e que acabará, inevitavelmente, por fazer sentir os seus efeitos nos nossos bolsos, nos bolsos do cidadão comum que acaba por ser sempre o principal lesado. 
Para aqueles que anunciavam, quais profetas da modernidade, o "fim da História", é tempo de séria reflexão sobre a espiral alucinada em que caiu o capitalismo e sobre a total desregulação dos mercados. 
E agora - aqui del rey! - emergem as nacionalizações e o Estado assume-se, em primeira e última instância, como o garante da estabilidade financeira e da confiança dos cidadãos. 
Estes conturbados tempos - que levam, inclusivamente, alguns especialistas em falar em "depressão" e não em mera recessão - são a prova de que o Estado não se pode demitir de funções e de papéis absolutamente vitais, porque, afinal de contas, o capitalismo também tem telhados de vidro...
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