domingo, maio 18, 2008

(Ainda) o (des)acordo ortográfico


Esta tem sido, sem dúvida, uma das minhas obsessões de eleição dos últimos tempos, mas é por uma boa causa!
Ontem comprei este livro na FNAC e creio que será, certamente, uma enriquecedora sugestão de leitura para todos os que, como eu, têm sérias reservas em relação à viabilidade de um acordo que pretende unificar a língua portuguesa, mas que irá contribuir para um caos linguístico sem precedentes, aniquilando, sem dó nem piedade, a beleza da multiplicidade e, no fundo, das inúmeras variantes do Português que se pensa, se fala e se escreve nos quatro cantos do mundo.
Vasco Graça Moura dá o eloquente exemplo do Inglês de Inglaterra que não sucumbiu perante o poderio do Inglês falado nos EUA e no resto do mundo. Dá que pensar, sem dúvida!
A língua é um território bem mais vasto, bem mais poético, que ultrapassa as limitadas mentes dos "iluminados" que brincam à política e que se julgam detentores de uma verdade que nem sequer percebem!
Recordo as palavras de Mia Couto:
"Não tem de haver acordo, a riqueza está em encontrar diferentes sabores nas grafias."
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