sábado, julho 19, 2008

Infosaudosismo


O meu portátil ACER, volvidos 5 anos, finou-se. Subitamente, o ecrã assumiu uma tonalidade branca e não era uma mensagem celestial de qualquer espécie, era, muito provavelmente, o prenúncio da finitude ou a imagem do fim em si.
A matéria é finita, por natureza, mas teimamos em acreditar na eternidade de todas as coisas. Este portátil acompanhou-me em inúmeras viagens de comboio, rumo a Lisboa, rumo a Viseu, e nele escrevia, meditava, ouvia música, via filmes (inevitavelmente comédias) que me ajudavam a combater a lenta passagem do tempo, trabalhava horas infindáveis, até quase não conseguir distinguir a nitidez dos caracteres, nem tão pouco das ideias...
Não deixa de ser absolutamente patético sentir saudades de matéria moribunda, mas, enfim, somos animais de hábitos e quando o inesperado, de facto, acontece, é todo um universo que se desmorona.
Já nenhum portátil vai ter aquela carga de memórias, nem que o próximo venha vestido de cor-de-rosa;)...
P.S. Era o modelo ACER Travelmate e este portátil era, sem dúvida, o melhor dos companheiros de viagem e hoje a viagem dele chegou ao fim. Ironias...
Ainda acredito, porém, que ele vai ressuscitar!...
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