sábado, setembro 06, 2008

Livros, livros, livros


Apesar da dilacerante constatação de que uma vida só não seria suficiente para ler todos os livros que habitam as minhas estantes, gosto de senti-los bem perto, de afagá-los, de adivinhar-lhes os cheiros e as histórias múltiplas. Porque cada um deles tem um enredo próprio, não apenas o que foi criado pelo autor, mas aquele que eu mesma delineei. 
Este livro foi comprado numa feira do livro, ou numa livraria emblemática, ou num alfarrabista e, ao reconstruir a história que cada um deles me revela, sou enleada na minha própria teia de memórias, num ritual mágico que insisto em perpetuar.
Eles vão-se apoderando dos espaços vazios e a ordem inicial dá lugar a um caos inevitável: pilhas de livros que se erguem e desafiam os céus ou a lei da gravidade, numa visão de pura beleza...

"Encher de vãs palavras muitas páginas e de mais confusão as prateleiras
Tropeçavas nos astros desastrada,
Mas para mim foste a estrela entre as estrelas"

"Livros", Caetano Veloso
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