domingo, janeiro 25, 2009

Pelos mares da lusofonia


O concerto de Tito Paris, acompanhado dos seus soberbos músicos, no Teatro Viriato, foi absolutamente memorável! Um verdadeiro marco de uma noite plena de música que contrastava, de modo flagrante, com uma noite chuvosa e gélida, num fim-de-semana de todas as intempéries. Mas como reza a sabedoria popular: "depois da tempestade vem a bonança" e esta fez-se sentir no palco do Teatro Viriato.
Logo que este artista único da lusofonia subiu ao palco e soltou a sua voz quente e terna, o público já estava completamente rendido. Por entre mornas e coladeras, embalados pelos ritmos quentes e aconchegantes de Cabo Verde, a música de Tito Paris fazia-nos pairar e voar, voar até espaços longínquos, habitados unicamente pela poesia e pela beleza da língua portuguesa. Este é o nosso grande Património comum, um motivo de indisfarçável orgulho que, como que por artes mágicas, une todos os falantes desta língua falada nos quatro cantos do mundo.
Nos inúmeros diálogos que estabelecia com o público, brindando-o com uma simpatia desarmante, Tito Paris ora falava em crioulo (para a considerável comunidade cabo-verdiana que se encontrava no concerto, expeditamente munida de bandeira nacional!), ora em Português, mas sempre marcado por uma doçura indescritível, criando um elo, basicamente, inabalável.
A ternura das palavras e da poesia atravessava os mares da lusofonia e acolhia-nos no seu regaço aconchegante. A música de Tito Paris leva-nos ao território dos sonhos falados na língua de Camões, de Pessoa, de Amado, de Agualusa, de Germano Almeida, de Pepetela, de Mia Couto e de tantos outros que nos revelam a beleza imensa das palavras que se pensam, se dizem e se metamorfoseiam, em Português!...
Página de Tito Paris no MySpace, disponível neste link.

sábado, janeiro 17, 2009

The 11th hour



Num ano em que a temática da recessão domina quase inevitavelmente todas as conversas, criando uma atmosfera de apreensão e extremo pessimismo, parece - ainda mais - urgente reflectir sobre o futuro do planeta Terra e sobre os danos, aparentemente irreparáveis, que o Homem lhe está a causar.
O documentário, produzido e narrado por Leonardo di Caprio, "The 11th hour", muito na senda do filme "An inconvenient truth" com o eterno presidenciável Al Gore, levanta questões pertinentes e urgentes em relação ao rumo catastrófico que o planeta está a seguir. O filme conta com a participação de inúmeros especialistas das mais diversasa áreas científicas que, com os seus relatos objectivos e incisivos, vão preenchendo um intrincado puzzle que se afigura de difícil solução.
É interessante constatar que é essa mesma economia, tão apregoada neste ano que começa, que é a principal causa da destruição maciça dos recursos naturais, num onda avassaladora que não conhece quaisquer limites. Mais curioso é ainda o facto de os especialistas afirmarem que, apesar de o planeta estar profundamente ferido, acabará sempre por encontrar forma de se regenerar. Em relação à perpetuação da espécie humana, as reservas já são bem maiores e não menos preocupantes...
No entanto, o documentário não se confina a um relato fatalista e negro do panorama ambiental da actualidade, apresentando inúmeras soluções, como por exemplo a construção de casas ecologicamente sustentáveis, em perfeito equilíbrio com a Natureza.
De facto, a grande ideia que ressalta de "The 11th hour" é a profunda necessidade de repôr um equilíbrio entre o Homem e a Natureza. Na volúpia alucinada e cega do lucro desmesurado e do progresso pelo progresso, o Homem esqueceu "a" variável mais importante desta complexa equação: a Natureza que acolheu a evolução da espécie humana e que cada vez mais é ferida no seu âmago. Até quando?
É urgente agir, de forma a que a súmula dos pequenos contributos individuais façam a diferença na construção de um futuro sustentável e ecologicamente são.
O site The 11th Hour Action dá imensas ideias! Agir é preciso!

Follow my blog with Bloglovin