domingo, fevereiro 15, 2009

dar voz às mãos


Por vezes, sabe bem esquecer as palavras mais negras, o pessimismo que nos cerca como uma sentença inescapável, e simplesmente experimentar algo novo, trilhar um percurso desconhecido até então. Nunca pensei que as minhas mãos conseguissem fazer outra coisa que não servir de instrumento do intelecto. De há duas semanas a esta parte, embarquei numa aliciante aventura: criar (este verbo soa algo pretensioso) colares de trapilho, para esvaziar a mente, para viajar através das mãos, rumo a outras paragens, onde há cor, alegria, flores a perder de vista e onde não há espaço para pensamentos negros e destrutivos, dominados pela crise e pelas profecias da desgraça. Como o tempo não é elástico, com muita pena minha, tenho andado afastada deste Pechisbeque, ainda que as palavras continuem a querer soltar-se, mas nesta árdua batalha, as mão têm levado a melhor...Fica aqui o link das minhas "trapilhices" e destas invenções que, embora imperfeitas e rudimentares, têm enchido as minhas noites de sol!...

2 comentários:

Patrícia disse...

Tens trabalhado muito nos "trapos"!!!! Tens deles absolutamente fantásticos. Parabéns. Cá eu sou uma verdadeira tragédia em trabalhos manuais!!
Beijinho enorme
Saudades

Bazookas disse...

Estavas a pedi-las! E mereces!
http://gamvis.blogspot.com/2009/02/pela-obra-se-conhece-o-artesao.html

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