quarta-feira, junho 29, 2011


Eras tu que habitavas os meus sonhos mais profundos e que, com a tua mão firme, me conduzias por trilhos infindos. Eras tu que apaziguavas o meu espírito em sobressalto e me envolvias num abraço (e)terno. Eras tu que me habitavas. Por fim acordei desse sonho e vi-te. Enleei-te em mim para não mais te largar. És tu que fazes desse sonho de sempre a mais bela realidade! Já não preciso de sonhar!
As I walk along the crowded streets, I always see your smile blessing me on my way and no matter where I go, it always feels like home...

na quietude

na quietude de um abraço prometido desde há muito, ecoaram de novo as certezas que se julgavam perdidas para sempre, irremediavelmente confinadas a uma realidade demasiado estática para sequer se pensar diferente.

na quietude desse abraço, na doce ternura de uma promessa que se cumpriu, tão deliciosamente improvável, soltou-se uma torrente de emoções e de palavras que emprestaram novas tonalidades à existência.

na quietude desse abraço, a certeza de um sorriso que nos espera e nos toma por completo, doces reféns de um laço inabalável.

na quietude desse abraço, um sentimento avassalador que se fez ETERNO!...

"Se me comovesse o amor", Francisco José Viegas



Se me comovesse o amor como me comove
a morte dos que amei, eu viveria feliz. Observo
as figueiras, a sombra dos muros, o jasmineiro
em que ficou gravada a tua mão, e deixo o dia
caminhar por entre veredas, caminhos perto do rio.

Se me comovessem os teus passos entre os outros,
os que se perdem nas ruas, os que abandonam
a casa e seguem o seu destino, eu saberia reconhecer
o sinal que ninguém encontra, o medo que ninguém
comove. Vejo-te regressar do deserto, atravessar
os templos, iluminar as varandas, chegar tarde.

Por isso não me procures, não me encontres,
não me deixes, não me conheças. Dá-me apenas
o pão, a palavra, as coisas possíveis. De longe.

Da interioridade


Não sei se esta imagem será exclusiva do interior do país,ainda refém de um certo conservadorismo e cioso da manutenção de determinados pergaminhos que,de tão desajustados nos tempos actuais, chegam a ser enternecedores:as mulheres vestem os seus vestidinhos de gala que poderiam envergar num qualquer casamento de uma prima e os homens foram pescar os seus fatos de cores questionáveis às profundezas do armário.Tudo a postos para prestar vassalagem ao senhor bem-falante que vem dissertar sobre temas tão corriqueiros(mas não menos interessantes,porque envoltos numa irresistível camada de ironia) que não seria necessário tamanho formalismo quase medieval.O povo português pouco mudou desde os tempos de Eça e isso é comovente!
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