domingo, fevereiro 09, 2014

Endomingando

Há algo de profundamente iniciático em qualquer domingo que passa. Esfumada a euforia recorrente do fim-de-semana, o domingo é aquele dia etéreo que nos obriga a parar para pensar, para organizar e ganhar forças para enfrentar tudo de novo. Como uma fénix que renasce das cinzas da alegria passageira e que se reinventa com novo fôlego. Não sei se será deste Inverno que parece eterno, desta chuva oblíqua que se abate, impiedosa, sobre nós, mas os domingos têm um peso maior. Quando o sol irrompe, glorioso, pela janela, tudo é leve e lento, e os fardos que se carregam tornam-se risíveis e deliciosamente perecíveis. Neste longo Inverno, a alma clama por sol e por luz e, num ápice, a vida se renova, com indisfarçável fulgor.

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