domingo, março 15, 2015

Primaverando

Quando chega, por fim, a Primavera, hesito sempre se lhe reconheço maior beleza do que ao Outono, resplandescente na sua decadência de múltiplas cores.
A Primavera inicia. O Outono conclui.
A Primavera regenera. O Outono apazigua.
Gosto mesmo de estações intermédias, deste doce meio-termo com que a Natureza, mãe generosa, nos vai brindando.
Sem os extremos do Verão e do Inverno que nos testam os limites, num desafio constante e por vezes corrosivo.
A Primavera contém em si uma promessa, uma esperança, um poema que se desvenda em cada flor.
Não será por acaso que contamos primaveras...

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