sexta-feira, dezembro 02, 2016

Do humor com amor

Talvez seja o riso a única forma de lidar com o absurdo da existência e com a consciência da própria finitude do ser humano.Muita tinta já correu sobre este tema e tão certo como dois lados de uma medalha, o humor e a dor andam sempre enleados. Inseparáveis na sua razão de ser.

Sempre procurei o humor, o riso desenfreado, a gargalhada medonha como um antídoto contra a adversidade ou mesmo como um remédio que deve ser administrado com zelo e minúcia, sem descurar a dosagem adequada.Nas fases menos solares, foi o mais eficaz dos medicamentos, um instrumento decisivo para combater a tristeza ou a melancolia. Respondendo com gargalhadas às lágrimas que queriam soltar-se.

O que mais me fascina no humor é o encanto do inesperado, uma associação de ideias inusitada, um jogo de palavras ou de imagens genial que despertam aquela convulsão verdadeiramente orgásmica do riso.

Seinfeld estará sempre no Olimpo da comédia. O quotidiano era a sua matéria-prima primordial e a total universalidade dos seus temas faziam daquela sucessão de episódios um delicioso vício. Porque tal como o chocolate, o riso é completamente viciante. Uma vez lá dentro, fica-se refém e sedento de nova dose.

O humor britânico, que teve na genialidade fulgurante de Monty Python, o seu expoente máximo, prima pela aguda autoironia e pela caricaturização de referências culturais, políticas e ideológicas do mundo ocidental. Porque não poderá haver humor sem formação e sem informação.

Porque não há humor sem dor, porque não há riso sem lágrima, há que procurar os "comic relieves" desta vida com a voracidade com que se degusta o mais irresistível dos chocolates!

Sem comentários:

Follow my blog with Bloglovin