A luz ao fund(ã)o do túnel
Descobri na passada quarta-feira um verdadeiro oásis de cultura, numa cidade inesperada e, teoricamente, votada a um eterno desconhecimento. No Fundão, nasceu em Fevereiro a Moagem - Cidade do Engenho e das Artes, que desde logo cativa pela originalidade do nome.
Neste reconvertido edifício que outrora albergava a Moagem do Fundão, e que durante a segunda guerra mundial alimentou - literalmente - a população local, apresentam-se exposições de cariz eminentemente contemporâneo, exibindo neste momento uma extensão da exposição da Gulbenkian "O estado do mundo / The state of the world".
Para além dos concertos e de originais workshops (como por exemplo um muito actualizado workshop sobre tratamento de bonsais) que decorrem na Moagem, este magnetizante edifício que conserva a traça original, abraçando em simultâneo (e sem ser sequer contraditório) os traços da arquitectura de cariz contemporâneo, oferece ainda um tranquilizante lounge com uma vista absolutamente encantadora sobre a Serra da Gardunha e desenha-se para breve a abertura do restaurante e de um núcleo museológico de arqueologia industrial, no qual figurarão as máquinas que habitavam a antiga Moagem do Fundão.
Haverá muitas "Moagens" por esse país fora que ainda permanecem na clandestinidade e, nos bastidores desses mesmos espaços, residem vontades inabaláveis e temerárias movidas pela crença de que as cidades de pequena e média dimensão podem ser núcleos de modernidade e de contemporaneidade e que - mais importante ainda - os seus habitantes poderão fruir das mais recentes produções artísticas, sem que para tal tenham de se deslocar aos "grandes centros".
O Teatro Municipal da Guarda, o Teatro Viriato, em Viseu, o Teatro de Vila Real, e a Moagem do Fundão constituem ecos de uma mudança que subtilmente se vai implementando e que, dessa forma, devolve o prazer de viver nas e as cidades. E pelo prazer é que vamos.
Deixo aqui algumas imagens para aguçar o apetite, numa cidade onde se degusta cultura e cerejas carnudas, de sabor inconfundível.


Para além dos concertos e de originais workshops (como por exemplo um muito actualizado workshop sobre tratamento de bonsais) que decorrem na Moagem, este magnetizante edifício que conserva a traça original, abraçando em simultâneo (e sem ser sequer contraditório) os traços da arquitectura de cariz contemporâneo, oferece ainda um tranquilizante lounge com uma vista absolutamente encantadora sobre a Serra da Gardunha e desenha-se para breve a abertura do restaurante e de um núcleo museológico de arqueologia industrial, no qual figurarão as máquinas que habitavam a antiga Moagem do Fundão.
Haverá muitas "Moagens" por esse país fora que ainda permanecem na clandestinidade e, nos bastidores desses mesmos espaços, residem vontades inabaláveis e temerárias movidas pela crença de que as cidades de pequena e média dimensão podem ser núcleos de modernidade e de contemporaneidade e que - mais importante ainda - os seus habitantes poderão fruir das mais recentes produções artísticas, sem que para tal tenham de se deslocar aos "grandes centros".
O Teatro Municipal da Guarda, o Teatro Viriato, em Viseu, o Teatro de Vila Real, e a Moagem do Fundão constituem ecos de uma mudança que subtilmente se vai implementando e que, dessa forma, devolve o prazer de viver nas e as cidades. E pelo prazer é que vamos.
Deixo aqui algumas imagens para aguçar o apetite, numa cidade onde se degusta cultura e cerejas carnudas, de sabor inconfundível.
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